Não temos o controle de nada

Esse ano foi triste e desafiador para dizer o mínimo. Mas acredito que levo uma grande lição que há tempos percebo que não queria aprender e agora vivi isso: a gente não controla – quase – nada.

Pensando no final do ano de 2019 eu tinha alguns planos, mas estava perdida de uma certa forma. Chegou 2020 e com ele um vírus letal. Não fazíamos ideia do que passaríamos. Não sabíamos que nosso país perderia mais de 180 mil pessoas. Não sabíamos de nada disso.

E o que aconteceu com os nossos planos? Simplesmente escaparam das nossas mãos. Eu sentia que já estava perdida e fiquei mais ainda.

Nesse momento decidi sentir todas as emoções que eu precisava sentir no momento. Voltei para dentro de mim mesma quando levei à sério a meditação e fiz algumas descobertas.

Aprendi bastante coisa nesse ano, principalmente sobre mim mesma, e uma coisa que pensei quase o ano todo foi que somente temos uma falsa sensação de controle.

Para uma virginiana (sim, coloco a culpa no signo) perceber isso é bem chocante e desconfortável. Porque, normalmente, pessoas desse signo gostam de manter as coisas sob controle e bem, nesse ano não tive controle de quase nada.

Não tive controle das demissões em massa na minha área de trabalho, não tive controle sobre as várias crises que o país (e o mundo) está passando e muito menos controle ainda sobre um vírus e todas as nossas relações na sociedade que tiveram que mudar abruptamente.

Entretanto, nos meus momentos otimistas no decorrer desse ano eu percebi que posso controlar algumas coisas que estão ao meu alcance, de verdade.

Consigo controlar minha reação a alguma situação, meus pensamentos, o meu humor, as tarefas que realizarei no dia e consigo fazer o dia ser bom.

Não estou falando que é fácil. Muito pelo contrário, é difícil. Mas é importante ter em mente de que não é impossível.

Às vezes o dia vai passando e estamos tão no automático que algumas coisas passam despercebidas. E não julgo ninguém por isso, até porque não aprendemos a parar um pouco e olhar nossa vida de uma forma otimista.

Enquanto não consigo controlar o fim de uma pandemia eu vou – tentar – controlar o máximo do meu dia para que ele seja bom. Vou fazer algumas coisas que gosto e que me deixam feliz.

Estou começando a sentir um certo alívio de não controlar tudo. Não preciso carregar o mundo sob meus ombros e nem quero mais.

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